Lomadee


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Festas de fim de ano atraem vendedores ambulantes e causam desordem no Centro


[ i ]Os vendedores ambulantes ocupam as calçadas, meio-fio e ruas do Centro
Manaus - Com as festa de fim de ano chegando e a grande movimentação de consumidores circulando no Centro, aumentou significativamente o número de vendedores ambulantes em Manaus.
Sem fiscalização periódica, camelôs e feirantes em carrinhos de mão buscam espaços cada vez mais disputados nas vias e nas calçadas, entre pedestres e motoristas.
Na Rua 15 de Novembro, área de grande movimentação que fica atrás do Terminal da Matriz, motoristas buscam meios de desviar dos carrinhos de frutas e verduras que ficam estacionados no meio-fio.
De acordo com o taxista Otamiro Fernandes, 42, após a grande cheia deste ano novos vendedores ambulantes começaram a surgir no Centro e a atrapalhar o trânsito. “Alguns camelôs saíram, outros ficaram e muitos outros apareceram. A sensação que temos é que está tudo desordenado”, afirmou.
Fernandes disse que, além dos carrinhos de mão com frutas e verduras, o número boxes liberados aos camelôs por meio de concessão também aumentou. Um espaço destinado para no máximo um boxe a cada três metros, hoje é visto um a cada um metro de distância.
A vendedora ambulante Adalgina Costa, 57, que é cadastrada, disse que os fiscais da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) fazem ‘vista grossa’ a atual realidade do Centro. “Trabalho aqui há 28 anos e nunca vi tanta desordem. Chega a ser normal a saída e chegada de novos vendedores ambulantes, mas nada é feito para coibir ou nos tirar daqui para um lugar melhor”, disse.
Na Rua dos Barés, próximo ao porto privatizado, a situação chega a ser tão crítica a ponto de o carros passar próximas as bancas de frutas e verduras em um espaço reduzido na rua.
Segundo o comerciante, Francisco de Assis, 55, entre as ruas dos Barés e Barão de São Domingos os vendedores chegam, montam o ponto na rua e mesmo com a fiscalização voltam ao local depois. “Tem um novo grupo aqui em frente a feira da Manaus Moderna. Eles chegaram há duas semanas, os fiscais passam, dão o susto e eles voltam”, informou.
Em meio aos vendedores ambulantes e a desordem no Centro, podem ser vistos turistas estrangeiros que chegam a Manaus na temporada dos cruzeiros
Para o alemão Erick Vogelpohl, 30, que chegou a Manaus há pouco mais de quatro dias, a cidade precisa melhorar em infraestrutura para receber melhor os visitantes. “Eu estive no Teatro Amazonas e achei aquela área linda. Mas aqui embaixo, nos comércios, existe uma desorganização total. É preciso que haja uma reforma para que nossa impressão daqui seja melhor”, disse.
A Sempab informou que as fiscalizações foram intensificadas e o horário estendido até às 22h, com o propósito de inibir um maior número de comerciantes ilegais no Centro. Em contrapartida, a secretaria frisou que, apesar das constantes fiscalizações e apreensões, os vendedores voltam para a área com material novo.
Os ambulantes cadastrados e autorizados para atuar na capital, de acordo com o Sempab, são 7,1 mil, sendo 3,5 mil no Centro e 3,6 nos bairros de Manaus.

Ambulantes ocupam Praça José de Alencar


Um formigueiro humano. Foi assim que voltou a ficar a Praça José de Alencar, no Centro de Fortaleza, com a invasão de ambulantes. Na manhã deste sábado, quem tentou passar pelo logradouro teve dificuldades pela quantidade de vendedores ambulantes que disputavam cada centímetro da praça. As calçadas do entorno, em frente à Igreja do Patrocínio, Teatro José de Alencar e Centro de Especialidades Médicas (Cemja), também ficaram tomadas.

Com a lotação, frequentadores reclamam da desorganização e da sujeira, enquanto os lojistas se queixam da concorrência desleal Foto: Alex Costa

Os camelôs comercializam, principalmente, roupas e calçados. "É o jeito. A gente tem que ganhar a vida e não pode ficar muito afastado do Centro", justifica José Francisco da Silva, que utiliza, além da lona no chão, manequins com exposição das confecções. Para ele, é natural a ocupação da praça. "A gente está aqui e quero ver quem vai tirar", desafia.

Reclamação
A dona de casa Rosemary Cavalcante reclama e lamenta a ocupação sem que fiscais da Prefeitura tivessem coibido. "É uma pena ter um equipamento desses entregue ao deus-dará. Pensei em trazer a minha irmã, que vem do Maranhão, para mostrar o Centro da cidade, mas não tenho coragem", desabafa.

O pedreiro Francisco Deusimar Ferreira não critica a invasão, mas reclama dos ambulantes com relação à sujeira. "Eles jogam tudo no chão e a imundície vai aumentando. É triste".

De acordo com o taxista José William Moura, a ocupação já vinha sendo observada desde o início de novembro, sempre nos fins de semana, mas, no sábado, a situação piorou muito. "Sem a ação dos fiscais, eles foram se chegando e ficando. Agora, acho difícil retirá-los daqui", diz.

Os lojistas das imediações também criticam e se dizem mais prejudicados ainda. "Trabalho numa loja bem em frente à praça e a concorrência desleal tira nossa freguesia e afasta outros que não querem vir para um Centro entregue a Deus", lamenta o gerente de loja que preferiu não se identificar.

A titular da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), Luciana Castelo Branco, confirma que tomou conhecimento da ação dos ambulantes e acrescenta que, somente ontem (sábado), recebeu mais de dez telefonemas de pessoas alertando para o fato. Ela também informa que estuda as providências a serem tomadas num breve espaço de tempo.

Operação
Em janeiro de 2009, atendendo à recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MPE) - que solicitaram a liberação da praça para a população - foi realizada uma operação da Prefeitura, com apoio da Polícia Militar e pelotão especial da Guarda Municipal, que retirou os ambulantes do logradouro.

A ação teve início na madrugada, e reuniu 150 guardas municipais, incluindo o Pelotão de Ponto Emprego, armados com escudos, spray de pimenta, capacetes especiais e cassetetes.

Participaram também da operação, 90 fiscais da Secretaria Executiva Regional II, 20 agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), 15 agentes da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e 70 garis da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb).

LÊDA GONÇALVESREPÓRTER 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Comércio de Juara sofre com concorrência desleal de ambulantes e informais


O comércio de Juara vive os efeitos da crise financeira mundial que reflete no consumo, porém tal situação está agravada pela falta de leis que protejam a atividade na cidade e que estimulem investimentos em alguns setores. Os vendedores ambulantes  estão permitidos de atuarem livremente, devido à ausência de Lei que os impeçam ou que regulamente a atividade, ou seja, pessoas chegam à cidade com todo tipo de mercadoria, alguns recolhem uma pequena taxa na Prefeitura e vendem livremente pelas ruas da cidade, na maioria dos casos, os mesmos produtos que o comércio local vende.

Na mesma linha, a informalidade de muitas pessoas residentes em Juara, que comercializam produtos de maneira não legalizada e que não sofrem nenhuma fiscalização e assim, na total informalidade e concorrência desleal, vendem nos fundos de suas casas, em malas e porta-malas de seus carros pelas ruas da cidade.

Os comerciantes devidamente legalizados, geram emprego e renda ao município, mas seus encargos são muitos, pois pagam impostos como o Alvará de funcionamento, aluguéis caros, Alvará da Vigilância Sanitária, impostos municipais, estaduais e federais, além dos trabalhistas de seus funcionários. Nunca terão condições de competir em preço com a informalidade ou com vendedores ambulantes que recolhem apenas uma taxa na Prefeitura e depois levam embora o dinheiro conquistado com suas vendas em detrimento ao comercio local.

À noite em Juara, a Avenida Rio Arinos, que é a principal avenida está tomada de pequenos vendedores de comida rápida, os Fast Foods, que de maneira informal, levam os produtos em potes plásticos, sem acondicionamento adequado e vendem comida a céu aberto. Algumas lanchonetes dentro das normas, na mesma avenida não conseguiram competir com esses ambulantes e fecharam seus estabelecimentos.

Aprovação de Leis nesse sentido em Juara, poderia regulamentar local, horario e condições para esses tipos de ambulantes trabalharem sem prejudicar os inmvestidores do setor de comida.

Não se tem noticia de nenhuma mobilização nem mesmo da CDL ou ACIAJU para cobrar Vereadores e Prefeito para resolverem essas questões que protegeriam o comerciante de Juara e que, por consequência, também estimularia outros empresários a investirem na cidade. O que existe é muita reclamação quanto ao "abre e fecha portas" do comércio local.

O aspecto social dessa questão não pode servir de justificativa, visto que o gerador de emprego na cidade não pode sofrer prejuízos com a prática da concorrência desleal. Se todos os cidadãos precisam sobreviver, não pode sê-lo à custa do prejuízo alheio.

É dever do Poder Público preservar a legalidade combatendo a ilegalidade.

“Juara ainda não tem regulamentação nesse sentido, nem tão pouco o respeito dos políticos com a classe dos comerciantes. Qualquer um que chega aqui recebe terreno pra se instalar, mas nós que estamos aqui ha tanto tempo, parece que não estamos valendo nada, porque chega ai um monte de ambulante e nem a Prefeitura impede nem Vereador não faz lei pra impedir como tem em outras cidades”, reclamou um antigo comerciante que prefere não se identificar.

Em outras cidades existe a Lei que regulamenta a atividade dos vendedores ambulantes, impedindo-os de atuarem em desfavor do comercio local. Nas cidades que existe essa regulamentação legal, o gestor que não cumpri-la pode ser responsabilizado pela Promotoria Pública, inclusive.

Dentre as leis que protegem o comercio local de várias cidades de MT desse tipo de venda perniciosa, está à determinação de que os vendedores ambulantes que chegam de outras localidades e sem regulamentação na atividade ficam impedidos de vender na cidade. “...desde que residam na cidade e reconhecidamente já exerçam a atividade e que estejam legalmente constituídos”.

Confira algumas dessas Leis que já estão em vigor em muitas cidades de Mato Grosso, cujos legisladores estavam atentos em tentar evitar danos ao comercio local, protegendo a atividade.

Carreto consciente


Confiança e dignidade. São os sentimentos que os carregadores da Central de Abastecimento passarão aos consumidores. Durante todo o mês de novembro esses trabalhadores informais serão cadastrados e receberão o fardamento padronizado para realizar o transporte de mercadorias dentro da feira. Essa ação faz parte do "Programa Carreto Consciente" elaborado e executado pela Secretaria de Assistência Social – SEMAS. Desde o mês de abril, o Programa já entregou mais de 130 kits aos carregadores, a expectativa é que nessa segunda etapa mais de 150 carregadores possam retirar os kits.
Estão sendo distribuídos duas camisas e crachás de identificação. Para se cadastrar, basta comparecer à diretoria da Central de Abastecimento ou na SEMAS, portando os seguintes documentos: RG, CPF, Carteira de Reservista (para homens), antecedentes criminais e duas fotos 3 x 4. Caso esteja faltando algum desses documentos, a Secretaria fará o cadastro e 
auxiliará na retirada do documento.

“A uniformização dos carregadores proporciona melhores condições de trabalho para eles, além de passar mais segurança aos consumidores. Com o fardamento poderemos identificar e combater o trabalho infantil já que para receber o kit a pessoa tem que possuir idade igual ou superior a 18 anos”, ressaltou Selma de Jesus, secretária interina da SEMAS.

Além do fardamento, os carregadores receberam um treinamento na Central de Abastecimento sobre o atendimento ao cliente, higiene pessoal e comportamento. A entrega dos kits será realizada durante todo o mês de novembro sempre as sextas e sábados (das 8h às12h).
Carreto consciente 

Confiança e dignidade. São os sentimentos que os carregadores da Central de Abastecimento passarão aos consumidores. Durante todo o mês de novembro esses trabalhadores informais serão cadastrados e receberão o fardamento padronizado para realizar o transporte de mercadorias dentro da feira. Essa ação faz parte do "Programa Carreto Consciente" elaborado e executado pela Secretaria de Assistência Social – SEMAS. Desde o mês de abril, o Programa já entregou mais de 130 kits aos carregadores, a expectativa é que nessa segunda etapa mais de 150 carregadores possam retirar os kits.
Estão sendo distribuídos duas camisas e crachás de identificação. Para se cadastrar, basta comparecer à diretoria da Central de Abastecimento ou na SEMAS, portando os seguintes documentos: RG, CPF, Carteira de Reservista (para homens), antecedentes criminais e duas fotos 3 x 4. Caso esteja faltando algum desses documentos, a Secretaria fará o cadastro e auxiliará na retirada do documento.

“A uniformização dos carregadores proporciona melhores condições de trabalho para eles, além de passar mais segurança aos consumidores. Com o fardamento poderemos identificar e combater o trabalho infantil já que para receber o kit a pessoa tem que possuir idade igual ou superior a 18 anos”, ressaltou Selma de Jesus, secretária interina da SEMAS. 

Além do fardamento, os carregadores receberam um treinamento na Central de Abastecimento sobre o atendimento ao cliente, higiene pessoal e comportamento. A entrega dos kits será realizada durante todo o mês de novembro sempre as sextas e sábados (das 8h às12h).