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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Família de feirantes inova e cria o 'disque pamonha' em Uberaba, MG


A diversidade nos produtos é o segredo do empreendimento popular da família Costa em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Com um negócio voltado para a venda de espigas de milho, pamonhas e derivados, a família que está há 32 anos no mercado percorre as feiras conquistando os clientes pelo paladar. Mas com a evolução do mercado eles perceberam a necessidade de criar uma forma de atender clientes também fora das feiras e inventaram o ‘disque pamonha’.
Família investe na venda de derivados do milho e cria disk pamonha para conquistar mercado (Foto: Reprodução/TV Integração)Família trabalha nas feiras da cidade vendendo
pamonha (Foto: Reprodução/TV Integração)

Mas o trabalho da família na feira começou com a venda de frutas e verdudas até que eles decidiram investir em um novo ramo. “Antigamente, o milho não era cultivado mensalmente, não tinha o plantio direto, agora que o pessoal melhorou as técnicas de irrigação e a gente tem milho o ano todo", contou o feirante Cláudio Luis da Costa. A partir daí a família conseguiu implementar os negócios e passou a fabricar também pamonha. "Eu acho que a maior aposta foi mesmo a gente ter parado com as verduras para trabalhar só com o milho porque foi um tiro no escuro. Quando a gente sentiu que não ia passar muito aperto para conseguir o produto [o milho] aí a gente ficou mais tranquilo. Mas o começo foi meio tenso porque a gente tenta sempre ser um pouquinho diferente dos outros já que se todo mundo for igual vira um monopólio. Quem faz o diferencial consegue se sobressair na frente dos outros”, lembrou o feirante.
Família investe na venda de derivados do milho e cria disk pamonha para conquistar mercado (Foto: Reprodução/TV Integração)O trabalho nas feiras populares funciona de terça a domingo e, ao todo, são cerca de oito por semana, intercalando os períodos da tarde e noite. Além disso, o trabalho para buscar o produto no campo ainda exige tempo dos empreendedores. “Algumas vezes na semana vamos buscar o milho na roça. A gente compra a produção de terceiros, direto do produtor e vai aonde tem: Minas, São Paulo, Goiás. Então tem essa dificuldade de correr atrás do produto. Quem só trabalha com milho tem que buscar aonde tiver”, completou Cláudio.
Mas quem pensa que os empreendimentos da família Costa estão apenas ligados à feira se engana. Para ampliar as vendas eles investiram em um ‘disque pamonha’. “Criamos um 'disque pamonha' para também atender os clientes fora das feiras. Entregamos acima de cinco unidades e o negócio já funciona há três anos e está indo bem”, contou a feirante Valéria Cristina Paiva Saturno. 
Empreendedores criaram 'disque pamonha' para conquistar o mercado

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SESEP convoca ambulantes para cadastro


Com a chegada do tradicional Parque de Diversão Cacique na cidade, a Secretaria de Serviços Públicos (SESEP) vai cadastrar os ambulantes que irão trabalhar no entorno do parque. O cadastramento será r
ealizado das 7h30 às 17h, a partir da próxima quinta feira, 06, na Coordenação de Postura da Prefeitura, localizada na SESEP, Rua Sóror Joana Angélica, Centro. O cadastro será realizado até o dia 21 de dezembro. O parque começa a funcionar no dia 15.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Festas de fim de ano atraem vendedores ambulantes e causam desordem no Centro


[ i ]Os vendedores ambulantes ocupam as calçadas, meio-fio e ruas do Centro
Manaus - Com as festa de fim de ano chegando e a grande movimentação de consumidores circulando no Centro, aumentou significativamente o número de vendedores ambulantes em Manaus.
Sem fiscalização periódica, camelôs e feirantes em carrinhos de mão buscam espaços cada vez mais disputados nas vias e nas calçadas, entre pedestres e motoristas.
Na Rua 15 de Novembro, área de grande movimentação que fica atrás do Terminal da Matriz, motoristas buscam meios de desviar dos carrinhos de frutas e verduras que ficam estacionados no meio-fio.
De acordo com o taxista Otamiro Fernandes, 42, após a grande cheia deste ano novos vendedores ambulantes começaram a surgir no Centro e a atrapalhar o trânsito. “Alguns camelôs saíram, outros ficaram e muitos outros apareceram. A sensação que temos é que está tudo desordenado”, afirmou.
Fernandes disse que, além dos carrinhos de mão com frutas e verduras, o número boxes liberados aos camelôs por meio de concessão também aumentou. Um espaço destinado para no máximo um boxe a cada três metros, hoje é visto um a cada um metro de distância.
A vendedora ambulante Adalgina Costa, 57, que é cadastrada, disse que os fiscais da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) fazem ‘vista grossa’ a atual realidade do Centro. “Trabalho aqui há 28 anos e nunca vi tanta desordem. Chega a ser normal a saída e chegada de novos vendedores ambulantes, mas nada é feito para coibir ou nos tirar daqui para um lugar melhor”, disse.
Na Rua dos Barés, próximo ao porto privatizado, a situação chega a ser tão crítica a ponto de o carros passar próximas as bancas de frutas e verduras em um espaço reduzido na rua.
Segundo o comerciante, Francisco de Assis, 55, entre as ruas dos Barés e Barão de São Domingos os vendedores chegam, montam o ponto na rua e mesmo com a fiscalização voltam ao local depois. “Tem um novo grupo aqui em frente a feira da Manaus Moderna. Eles chegaram há duas semanas, os fiscais passam, dão o susto e eles voltam”, informou.
Em meio aos vendedores ambulantes e a desordem no Centro, podem ser vistos turistas estrangeiros que chegam a Manaus na temporada dos cruzeiros
Para o alemão Erick Vogelpohl, 30, que chegou a Manaus há pouco mais de quatro dias, a cidade precisa melhorar em infraestrutura para receber melhor os visitantes. “Eu estive no Teatro Amazonas e achei aquela área linda. Mas aqui embaixo, nos comércios, existe uma desorganização total. É preciso que haja uma reforma para que nossa impressão daqui seja melhor”, disse.
A Sempab informou que as fiscalizações foram intensificadas e o horário estendido até às 22h, com o propósito de inibir um maior número de comerciantes ilegais no Centro. Em contrapartida, a secretaria frisou que, apesar das constantes fiscalizações e apreensões, os vendedores voltam para a área com material novo.
Os ambulantes cadastrados e autorizados para atuar na capital, de acordo com o Sempab, são 7,1 mil, sendo 3,5 mil no Centro e 3,6 nos bairros de Manaus.

Ambulantes ocupam Praça José de Alencar


Um formigueiro humano. Foi assim que voltou a ficar a Praça José de Alencar, no Centro de Fortaleza, com a invasão de ambulantes. Na manhã deste sábado, quem tentou passar pelo logradouro teve dificuldades pela quantidade de vendedores ambulantes que disputavam cada centímetro da praça. As calçadas do entorno, em frente à Igreja do Patrocínio, Teatro José de Alencar e Centro de Especialidades Médicas (Cemja), também ficaram tomadas.

Com a lotação, frequentadores reclamam da desorganização e da sujeira, enquanto os lojistas se queixam da concorrência desleal Foto: Alex Costa

Os camelôs comercializam, principalmente, roupas e calçados. "É o jeito. A gente tem que ganhar a vida e não pode ficar muito afastado do Centro", justifica José Francisco da Silva, que utiliza, além da lona no chão, manequins com exposição das confecções. Para ele, é natural a ocupação da praça. "A gente está aqui e quero ver quem vai tirar", desafia.

Reclamação
A dona de casa Rosemary Cavalcante reclama e lamenta a ocupação sem que fiscais da Prefeitura tivessem coibido. "É uma pena ter um equipamento desses entregue ao deus-dará. Pensei em trazer a minha irmã, que vem do Maranhão, para mostrar o Centro da cidade, mas não tenho coragem", desabafa.

O pedreiro Francisco Deusimar Ferreira não critica a invasão, mas reclama dos ambulantes com relação à sujeira. "Eles jogam tudo no chão e a imundície vai aumentando. É triste".

De acordo com o taxista José William Moura, a ocupação já vinha sendo observada desde o início de novembro, sempre nos fins de semana, mas, no sábado, a situação piorou muito. "Sem a ação dos fiscais, eles foram se chegando e ficando. Agora, acho difícil retirá-los daqui", diz.

Os lojistas das imediações também criticam e se dizem mais prejudicados ainda. "Trabalho numa loja bem em frente à praça e a concorrência desleal tira nossa freguesia e afasta outros que não querem vir para um Centro entregue a Deus", lamenta o gerente de loja que preferiu não se identificar.

A titular da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), Luciana Castelo Branco, confirma que tomou conhecimento da ação dos ambulantes e acrescenta que, somente ontem (sábado), recebeu mais de dez telefonemas de pessoas alertando para o fato. Ela também informa que estuda as providências a serem tomadas num breve espaço de tempo.

Operação
Em janeiro de 2009, atendendo à recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MPE) - que solicitaram a liberação da praça para a população - foi realizada uma operação da Prefeitura, com apoio da Polícia Militar e pelotão especial da Guarda Municipal, que retirou os ambulantes do logradouro.

A ação teve início na madrugada, e reuniu 150 guardas municipais, incluindo o Pelotão de Ponto Emprego, armados com escudos, spray de pimenta, capacetes especiais e cassetetes.

Participaram também da operação, 90 fiscais da Secretaria Executiva Regional II, 20 agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), 15 agentes da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e 70 garis da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb).

LÊDA GONÇALVESREPÓRTER