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terça-feira, 10 de julho de 2012

Ambulantes aproveitam Eapic para lucrar em São João da Boa Vista Cerca de R$ 3 milhões devem movimentar a economia da região na festa. Evento espera receber 100 mil pessoas até o próximo domingo (15).


A exposição Eapic deve movimentar R$ 3 milhões em São João da Boa Vista (SP) até o próximo domingo (15). Para vendedores ambulantes e trabalhadores autônomos, esta é a melhor época do ano para ganhar um bom dinheiro.
A fim de complementar a renda, Alex Francisco de Aquino Cândido alugou o pátio da empresa. À noite e durante os fins de semana, ele transforma o local em um estacionamento, que dá para guardar até 60 carros. O valor varia de acordo com a atração musical da festa.
“Em um show mais barato, a vaga aqui custa de R$ 10 a R$ 15. Quando o show é mais caro, a gente aumenta um pouco e aí o preço pode chegar a R$ 30”, diz.
O vendedor ambulante Marcilio Bertoncelli Junior também montou uma grande estrutura na festa para comercializar os seus 18 tipos de lanches, que custam de R$ 6 a R$ 15. “Em um dia como hoje pretendo vender uns mil pães”, almeja.
Cerca de 100 mil pessoas devem passar pelo evento até domingo. Por isso, 17 empresas montaram estandes no pavilhão. “Daqui saem muitos negócios, contatos e vendas”, diz o consultor Marcelo Naufal.
Por isso, o movimento faz do parque de exposições um outdoor para divulgar marcas e empresas.
“É uma festa que agrega não só a região de São João, mas também a região de São Paulo inteira e de outros estados. È uma oportunidade de divulgar o produto e aproveitar esse mercado todo que vem aquecido para cá”, ressalta Antônio Carlos Peçanha, presidente da Associação Comercial da cidade.
O vendedor ambulante Marcilio Bertoncelli Junior prepara 18 tipos de lanches (Foto: Reprodução/EPTV)O vendedor ambulante Marcilio Bertoncelli Junior prepara 18 tipos de lanches (Foto: Reprodução/EPTV)

Operação da Sempab retira ambulantes de ruas em Manaus A operação intensificou a fiscalização nos principais pontos onde os ambulantes atuam, como os arredores do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus


Fiscais desfizeram bancas improvisadas
Fiscais desfizeram bancas improvisadas (Márcio Silva)
A Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) realizou na manhã desta sexta-feira (06), uma operação para organização e retirada de vendedores ambulantes, no Centro de Manaus.
A operação intensificou a fiscalização nos principais pontosonde os ambulantes atuam, como os arredores do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus.
De acordo com a Sempab, a organização e remoção dos vendedores ambulantes tornaram-se necessárias após a Sempab receber dezenas de denúncias enviadas pela população através do disque denúncia do órgão (3663-8488). Entre as denúncias estão a superlotação de ambulantes em algumas áreas da cidade, bem como a ocupação desordenada de calçadas.
Os trabalhos foram feitos por 30 fiscais da Sempab, com apoio da Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana, Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) e Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).

terça-feira, 19 de junho de 2012

Prefeito de Alagoinhas garante recursos para Central de Abastecimento


O prefeito Paulo Cezar, de Alagoinhas, esteve reunido na tarde de terça-feira, 11, com a presidente Maria Del Carmem, da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, Conder, quando assegurou recursos de R$400 mil para o aditivo das obras da Central de Abastecimento. Desta verba, R$ 180 mil serão aplicados no projeto elétrico, sendo o restante distribuídos em 14 itens de reestruturação do local, que não estavam contemplados no projeto anterior, feitos pela gestão passada.

Dentre estes item estão a substituição dos azulejos e de todas as paredes, com exceção da parede da frente; serão retirados todas as bancadas de mármore, conforme a Portaria 304 do Ministério da Agricultura; os portões de acesso serão retirados e colocados novos, além da substituição de todo o piso. A presidente da Conder confirmou que o governador Jaques Wagner estará em Alagoinhas para participar da inauguração das obras na Central de Abastecimento.
A presidente da Conder ficou impressionada com os erros encontrados no projeto inicial, que não contemplava sequer a parte elétrica. Quanto a aquisição da câmara frigorifica para o mercado de carne, que custa R$ 500 mil, Maria Del Carmem não se comprometeu na doação, mas disseque vai se empenhar junto ao governador para que Alagoinhas seja contemplada com o equipamento. O prefeito Paulo Cezar chegou até mesmo a ventilar a possibilidade da prefeitura colaborar com parte do investimento.
Paulo Cezar aproveitou para solicitar que a Conder realize obras de macrodrenagem nas ruas Silva Jardim e 15 de Novembro. Maria Del Carmem ficou de levar a solicitação ao governador, e tentar incluir estas duas obras no Programa de Aceleração do Crescimento – o PAC. Estiveram presentes ao encontro, na Conder, os secretários de Governo João Rabelo e de Gerência de Projetos, Sônia Fontes. (Fonte: Ascom da Prefeitura de Alagoinhas).

quinta-feira, 31 de maio de 2012

De camelô a assessor Dennys vendia bugigangas em Brasília; hoje trabalha com o ministro Ricardo Lewandowski

BRASÍLIA – “Meu exemplo é o de que a educação é um fator de ascensão social”, diz Dennys Rodrigues, de 32 anos. Na adolescência, ele vendia bugigangas do Paraguai no centro de Brasília. Hoje, formado em Direito, assessora o ministro Ricardo Lewandowski na análise de processos do Supremo, entre eles o do mensalão.



Filho de costureira, Dennys não foi beneficiado pelas cotas da UnB - Beto Barata/AE
Beto Barata/AE
Filho de costureira, Dennys não foi beneficiado pelas cotas da UnB
Filho de uma costureira e um pintor, Dennys nasceu em Parnaíba (PI). Criado em Brasília, cursou escola pública. No vestibular, não conseguiu vaga na UnB, que tem cotas para negros e índios, mas não para egressos da rede pública. Estudou na Universidade Católica de Brasília. “Escolhi Direito por achar que poderia ser útil à sociedade.”
Dennys, cujo primeiro emprego com carteira assinada foi de vendedor em loja de ferragens, trabalhou de office boy e auxiliar administrativo até entrar no STF, por meio de concurso para cargo de nível médio. “Ficava na Secretaria Judiciária. Batia carimbo, carregava processo, juntava petições.”
Após a faculdade, fez concurso para o cargo de assessor de nível superior, cujo salário varia de cerca de R$ 7,5 mil a aproximadamente R$ 13 mil. Cumprindo uma média de 8 horas diárias de trabalho, anda ocupado com a ação do mensalão e com o inquérito sobre o senador Demóstenes Torres.
Pai de Pedro, de 7, Dennys afirma que o garoto não fala em seguir sua carreira. “Ele quer ser mágico. Queria que fosse jogador de futebol. Compro meião, bola, mas não adianta”, brinca.